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RHAE IA 2026: até R$ 300 mil para pequenas empresas e startups desenvolverem soluções de inteligência artificial

  • Foto do escritor: Iaskio Consultoria
    Iaskio Consultoria
  • 24 de ago.
  • 8 min de leitura

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico — CNPq abriu as inscrições para o RHAE IA 2026, programa que disponibilizará R$ 50 milhões para apoiar projetos empresariais de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação — PD&I relacionados à inteligência artificial.

Microempresas, empresas de pequeno porte e startups podem solicitar até R$ 300 mil em bolsas para incorporar pesquisadores ao desenvolvimento de novos produtos, processos e serviços.

As inscrições permanecem abertas até 9 de outubro de 2026. Antes de iniciar a elaboração da proposta, porém, é fundamental verificar se a empresa realmente atende aos requisitos do edital.

Ao final deste artigo, a Iaskio Consultoria apresenta um auto-checklist gratuito para que sua empresa realize uma avaliação preliminar de elegibilidade e competitividade.


O que é o RHAE IA?


O RHAE — Recursos Humanos em Áreas Estratégicas — é um programa voltado à inserção de pesquisadores em projetos de inovação desenvolvidos dentro de empresas.

Na edição de 2026, a chamada concentra-se na inteligência artificial. O objetivo é apoiar empresas que estejam desenvolvendo novos códigos, algoritmos, produtos ou serviços de IA, assim como empresas que pretendam utilizar a inteligência artificial para melhorar produtos, processos e modelos de negócio.

Isso significa que a oportunidade não está limitada às empresas cujo produto principal seja um software de IA. Uma indústria, agroindústria, empresa de saúde ou negócio de impacto, por exemplo, também pode participar, desde que a inteligência artificial exerça uma função relevante no desenvolvimento da inovação proposta.


Quanto cada empresa pode solicitar?


Cada proposta poderá solicitar até R$ 300 mil em bolsas de fomento tecnológico do CNPq.

O programa aceita quatro modalidades:


  • SET — Fixação e Capacitação de Recursos Humanos;

  • DTI — Desenvolvimento Tecnológico Industrial;

  • EV — Especialista Visitante;

  • ATP — Apoio Técnico em Extensão no País.


É obrigatória a inclusão de pelo menos uma bolsa SET destinada a profissional com mestrado ou doutorado, com duração mínima de 12 meses.

O projeto poderá durar até 30 meses. A empresa também deverá apresentar contrapartida equivalente a pelo menos 20% do valor solicitado.

Por exemplo, uma empresa que solicitar R$ 300 mil em bolsas deverá demonstrar uma contrapartida mínima de R$ 60 mil.

Essa contrapartida pode ser financeira ou não financeira, desde que seja mensurável, demonstrável e necessária à execução do projeto. Podem ser considerados salários da equipe, materiais de consumo, equipamentos, passagens, diárias e outras despesas diretamente relacionadas ao projeto.

É importante compreender que o recurso do CNPq financia as bolsas. As demais despesas são de responsabilidade da empresa executora e de eventuais instituições parceiras.


Quem pode participar?


Podem apresentar propostas:


  • microempresas;

  • empresas de pequeno porte;

  • startups enquadradas nos critérios legais;

  • empresas privadas com fins lucrativos;

  • empresas constituídas segundo as leis brasileiras;

  • empresas com sede e administração no Brasil.


Empresas médias e grandes não são elegíveis como executoras da proposta.

O edital não esclarece expressamente a situação do Microempreendedor Individual — MEI. Por isso, um eventual enquadramento deve ser confirmado diretamente com o CNPq antes da elaboração do projeto.

A empresa poderá submeter somente uma proposta.


Quem deve coordenar o projeto?


A proposta deverá ser apresentada por um coordenador que possua vínculo formal e atual com a empresa executora.

Esse vínculo precisa estar informado no campo “Atuação profissional” do Currículo Lattes. O coordenador também deverá manter o currículo atualizado até a data de encerramento da chamada.

O coordenador não poderá receber bolsa no próprio projeto.

Os profissionais indicados posteriormente como bolsistas também não poderão possuir vínculo empregatício com a empresa executora no momento da indicação da bolsa.

Essa regra exige atenção. O programa não deve ser utilizado para substituir salários de empregados existentes ou para remunerar o proprietário que coordena a proposta.


Que tipos de projetos podem ser apresentados?

O projeto deverá obrigatoriamente desenvolver ou utilizar inteligência artificial para promover inovação empresarial.

Também deverá demonstrar aderência ao Eixo 4 — IA para Inovação Empresarial do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial — PBIA e a pelo menos uma das seis missões da Nova

Indústria Brasil:


  1. cadeias agroindustriais sustentáveis e digitais;

  2. complexo econômico-industrial da saúde;

  3. infraestrutura, saneamento, moradia e mobilidade sustentáveis;

  4. transformação digital da indústria;

  5. bioeconomia, descarbonização e transição energética;

  6. tecnologias de interesse para a soberania e defesa nacionais.


Entre os exemplos de projetos potencialmente enquadráveis estão:


  • previsão de safras e detecção de doenças no agronegócio;

  • visão computacional para controle de qualidade industrial;

  • manutenção preditiva de máquinas;

  • otimização de processos produtivos;

  • apoio ao diagnóstico e gestão de serviços de saúde;

  • gestão inteligente de energia;

  • monitoramento ambiental;

  • previsão de demanda;

  • redução de desperdícios;

  • análise de riscos;

  • cibersegurança;

  • mobilidade urbana inteligente;

  • desenvolvimento de novos produtos digitais.


A simples compra ou contratação de uma ferramenta comercial de IA não caracteriza necessariamente um projeto de PD&I. A empresa deverá demonstrar desenvolvimento tecnológico, experimentação, risco, inovação e resultados próprios.


Como os projetos serão avaliados?


A maior parte da nota está concentrada no enquadramento estratégico e na consistência do projeto.

Os principais critérios são:


  • aderência à inteligência artificial e ao PBIA;

  • aderência às missões da Nova Indústria Brasil;

  • viabilidade técnica, econômica e mercadológica;

  • grau de inovação;

  • impactos tecnológicos, econômicos, sociais e ambientais;

  • clareza e objetividade;

  • qualificação da equipe;

  • adequação das bolsas;

  • qualidade das parcerias.


Empresas lideradas por mulheres e negócios de impacto socioambiental recebem atenção prioritária no edital.

Uma boa tecnologia, isoladamente, não garante uma boa avaliação. A proposta precisa explicar claramente:


  • qual problema será resolvido;

  • por que a IA é necessária;

  • qual será a inovação;

  • como o projeto será executado;

  • quem executará cada atividade;

  • qual é o mercado;

  • como os resultados serão mensurados;

  • quais impactos serão gerados;

  • como a solução avançará em seu nível de maturidade tecnológica — TRL.


Auto-checklist gratuito: sua empresa está pronta para o RHAE IA?


O checklist está dividido em duas partes. A primeira verifica requisitos básicos de elegibilidade. A segunda avalia o nível de preparação e competitividade do projeto.


Parte 1 — Checklist de elegibilidade


Marque “sim”, “não” ou “precisa verificar”.


Empresa


  •  A empresa é privada e possui fins lucrativos?

  •  A empresa está constituída segundo as leis brasileiras?

  •  A sede e a administração estão localizadas no Brasil?

  •  A empresa está enquadrada como microempresa, empresa de pequeno porte ou startup?

  •  A empresa apresentará somente uma proposta ao RHAE IA?

  •  O objeto social e o CNAE são compatíveis com as atividades previstas?

  •  A empresa está cadastrada no Diretório de Instituições do CNPq?

  •  A empresa consegue aportar pelo menos 20% do valor solicitado como contrapartida?

  •  A empresa e o coordenador não possuem inadimplências impeditivas?


Coordenador e equipe


  •  Existe uma pessoa com vínculo formal e atual com a empresa para coordenar o projeto?

  •  Esse vínculo consta no campo “Atuação profissional” do Currículo Lattes?

  •  O Currículo Lattes do coordenador está atualizado?

  •  O coordenador compreende que não poderá receber bolsa?

  •  A empresa consegue definir o perfil de pelo menos um mestre ou doutor para uma bolsa SET?

  •  A bolsa SET poderá ter duração mínima de 12 meses?

  •  Os potenciais bolsistas não possuem vínculo empregatício com a empresa?

  •  Os integrantes da equipe técnica podem apresentar Currículo Lattes atualizado?

  •  A empresa consegue obter anuência formal dos integrantes e instituições participantes?


Projeto


  •  Existe um problema empresarial concreto a ser resolvido?

  •  O projeto desenvolve ou utiliza inteligência artificial de maneira relevante?

  •  O projeto vai além da simples aquisição de uma ferramenta pronta?

  •  A proposta pode ser associada ao Eixo 4 do PBIA?

  •  A proposta pode ser associada a pelo menos uma missão da Nova Indústria Brasil?

  •  O projeto pode ser executado em até 30 meses?

  •  A empresa consegue apresentar objetivos, metas e indicadores?

  •  A empresa consegue explicar a metodologia técnica?

  •  A empresa consegue identificar o TRL atual da tecnologia?

  •  A empresa consegue demonstrar mercado potencial para a solução?


Como interpretar a Parte 1


Se a empresa respondeu “não” às questões referentes ao porte empresarial, à natureza privada com fins lucrativos, à existência de conteúdo efetivo de IA ou ao enquadramento no PBIA e na NIB, provavelmente não está elegível no formato atual.

Algumas pendências podem ser corrigidas antes da submissão, como:


  • atualização do Currículo Lattes;

  • cadastro no Diretório de Instituições;

  • detalhamento da contrapartida;

  • identificação de bolsistas;

  • elaboração dos indicadores;

  • definição do TRL;

  • estruturação do cronograma.


A existência de uma pendência não significa automaticamente que o projeto deva ser abandonado. É necessário verificar se ela pode ser solucionada antes de 9 de outubro.


Parte 2 — Checklist de competitividade


Para cada resposta “sim”, some um ponto.


  •  O problema empresarial está claramente definido e pode ser medido?

  •  A empresa já possui dados, protótipo, testes ou conhecimento tecnológico relacionado?

  •  A utilização de IA possui justificativa técnica, e não apenas comercial?

  •  A empresa possui responsável técnico com experiência em IA?

  •  O projeto apresenta riscos e desafios reais de pesquisa e desenvolvimento?

  •  Existe público-alvo ou cliente potencial identificado?

  •  A empresa consegue explicar como a solução gerará receita ou reduzirá custos?

  •  Existem diferenciais claros em relação às soluções concorrentes?

  •  Já foi realizada ou planejada uma pesquisa em bases de propriedade intelectual?

  •  As metas podem ser acompanhadas por indicadores quantitativos?

  •  A equipe e as bolsas estão relacionadas diretamente às atividades do projeto?

  •  A empresa possui infraestrutura, dados e recursos necessários?

  •  Existe possibilidade de parceria com ICT, universidade ou outra empresa?

  •  O projeto gera impacto econômico, social ou ambiental demonstrável?

  •  A empresa é liderada por mulher ou se caracteriza como negócio de impacto?


Resultado do checklist de competitividade


De 12 a 15 pontos — Projeto com forte potencial

A empresa aparentemente possui uma base consistente para a candidatura. O próximo passo é realizar uma análise documental e transformar as informações em uma proposta estruturada.


De 8 a 11 pontos — Projeto promissor, mas precisa de preparação

Existem elementos competitivos, mas alguns aspectos precisam ser fortalecidos. As principais lacunas normalmente estão na metodologia, no TRL, nos indicadores, na demonstração de mercado ou na composição da equipe.


De 4 a 7 pontos — Projeto em estágio inicial

A empresa pode ser formalmente elegível, mas ainda não está suficientemente preparada para uma candidatura competitiva. Recomenda-se realizar um diagnóstico antes de investir na elaboração integral.


De 0 a 3 pontos — Ideia ainda pouco estruturada

Provavelmente ainda não existe um projeto de PD&I suficientemente definido. O caminho mais adequado pode ser amadurecer o problema, validar a solução e construir uma prova de conceito antes da submissão.


Atenção: elegibilidade não significa aprovação


O auto-checklist é uma ferramenta de avaliação preliminar. Ele não substitui a leitura integral do edital nem a análise documental da empresa.

Uma organização pode atender aos requisitos formais e, mesmo assim, apresentar uma proposta pouco competitiva. Da mesma forma, uma boa ideia pode ser indeferida se houver problemas no cadastro, no Currículo Lattes, na equipe, na contrapartida ou no preenchimento do formulário.

O projeto estruturado deve possuir, preferencialmente, até dez páginas e seguir rigorosamente o modelo apresentado pelo CNPq. O arquivo também deverá:


  • estar em formato PDF com OCR;

  • possuir no máximo 1 MB;

  • manter todos os campos do modelo;

  • apresentar coerência com o formulário eletrônico;

  • ser enviado pela Plataforma Integrada Carlos Chagas.


Como a Iaskio Consultoria pode ajudar


A Iaskio Consultoria oferece apoio especializado para transformar uma solução empresarial de inteligência artificial em um projeto estruturado e competitivo.

O trabalho pode incluir:


  • diagnóstico de elegibilidade;

  • enquadramento no PBIA e na Nova Indústria Brasil;

  • avaliação preliminar do TRL;

  • definição de objetivos, metas e indicadores;

  • estruturação da metodologia com a equipe técnica;

  • elaboração do cronograma;

  • composição das bolsas;

  • estruturação da contrapartida;

  • análise econômica e mercadológica;

  • descrição dos impactos;

  • governança e matriz de responsabilidades;

  • redação do projeto;

  • revisão do formulário;

  • preparação do PDF;

  • submissão assistida.


A análise da Iaskio não representa promessa de aprovação. O objetivo da consultoria é verificar a aderência, reduzir riscos formais e apresentar o projeto empresarial com clareza, consistência e estratégia.

Se sua empresa desenvolve uma solução de inteligência artificial e deseja saber se pode participar, entre em contato para solicitar um diagnóstico de enquadramento.

Prazo oficial: 9 de outubro de 2026, às 23h59.Prazo interno recomendado para finalizar a proposta: 8 de outubro de 2026.


Fontes oficiais


Conteúdo informativo elaborado pela Iaskio Consultoria com base na Chamada CNPq/SETEC/SETAD/MCTI/FNDCT nº 29/2026. Em caso de divergência, prevalecem o edital, suas eventuais retificações e as orientações oficiais do CNPq.


 
 

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